
Se você acha que foi assim, saiba que você foi enganado
O pai de Jesus nunca foi um cara tão liberal quanto se pensa. O negócio de livre arbítrio até que funcionava, mas não quando se tratava do filho Dele. Como vocês já sabem, Jesus era metaleiro (caso não estejam lembrados, cliquem aqui), então, o Poderosão criava o filho com rédias curtas.
O Cabeludo Jay-Zuz (como era conhecido) acabou crescendo, superfaturava artigos de madeira do seu pai de criação, José, além de ser um grande batedor de carteiras do leste de Nazaré. Aos trinta e poucos anos Jay acabou indo longe demais. Criou a Gangue dos Treze, chamando doze amigos para tornar-se o maior malandrão da área (explico melhor esta história outra hora). Deus, chateadão com todo essa história avisou o filho: você vai se ferrar. Foi quando Jesus levantou um dos dedos para os céus, coincidentemente o do meio e mandou o seu Pai para um lugar não tão bonito. Dear God, boladão avisou, amanhã você vai sair de casa! Jesus não sabia muito bem o que Ele quis dizer, afinal a “casa” era o que? A casa, a cidade ou o planeta mesmo? Afinal, se tratando de Deus, não sabemos o que devemos esperar.
Avisado e prevenido que só, o cabeludo tinha uma carta na manga: ia fazer um coisa que faria com que todos se lembrassem dele por gerações. Organizou uma grande festa.

Se você acha que foi assim, saiba que está no caminho da verdade
Como eu já disse, Jesus tinha uma banda de metal muito popular. Ele chamou os integrantes e a contabilista dos lucros da gangue e sua vadia, Maria Madalena. Ele só convidou os 12, mas como um convidou um amigo, o amigo convidou três, que convidaram 18, que deram mais 60… enfim, tinha gente pra caramba.
Foi no meio da festa que uma das cenas mais lembradas e contadas da história aconteceu. Jay-Zuz subiu numa caixa de som, ergueu um enroladão de ervas e falou “fumai este baseado que será compartilhado por vós”. Pegou um cálice e disse “esta ceva é minha, mas aquelas outras 10 caixas são por minha conta.”. Ele foi aplaudido de pé por vários minutos. A festa durou muito, muito mas muito tempo mesmo.
No final, só restara os 12 e Jesus. E o final eu já contei outra vez. Mas não custa relembrar.
Pegaram Jesus e pregaram na cruz. Ele estava à beira da morte quando gritou, com uma voz fina, desesperadamente: “METAL IS THE LAW!”. Pensamento que virou música nas mãos da banda Massacration.
Deus mandou Jesus pro inferno, literalmente. Desde então, o inferno é eternamente a melhor festa, regada com muito whisky e embalada pelo metal pesado do cabeludo.